Empresas globais enfrentam o desafio de uma nova e acelerada era de competição.
- TINA PETRI
- 15 de jan.
- 3 min de leitura
Notícias | 15 de janeiro de 2026 | Fonte: Zurich.
– Os riscos globais para os negócios estão se intensificando, impulsionados por divisões geopolíticas cada vez mais profundas, desinformação e polarização social;
– A infraestrutura crítica está perigosamente negligenciada; é necessário um investimento urgente para
construir resiliência diante das ameaças crescentes;
– Os rápidos avanços em inteligência artificial (IA) e computação quântica estão remodelando
economias e sociedades, trazendo novos riscos que exigem colaboração e modernização.
As lideranças empresariais globais enfrentam riscos crescentes, à medida que divisões geopolíticas mais profundas, somadas a desafios tecnológicos e sociais, continuarão moldando o cenário corporativo nos próximos 12 meses. É o que apontam os executivos da Marsh (NYSE: MRSH), líder global em riscos,resseguro e capital, pessoas e investimentos, e consultoria de gestão, e do Zurich Insurance Group (Zurich), seguradora global líder em múltiplas linhas e provedora de soluções de resiliência, ao comentarem os principais insights do Relatório de Riscos Globais 2026 do Fórum Econômico Mundial, publicado hoje. Marsh e Zurich são parceiros estratégicos do Fórum Econômico Mundial e membros de seu Conselho Consultivo de Riscos Globais.
Enquanto tensões geoeconômicas, conflitos armados entre Estados, eventos climáticos extremos, polarização social e desinformação foram identificados pelos entrevistados como os cinco principais riscos imediatos em 2026, a polarização social e a desinformação subiram para o segundo e terceiro lugar na perspectiva de dois anos.

A longo prazo, o relatório destaca o surgimento de uma nova era de competição global, com 33 riscos — exceto as tensões geoeconômicas — previstos para aumentar em gravidade nos próximos 10 anos. De acordo com o estudo, 57% dos entrevistados esperam um cenário turbulento ou tempestuoso na próxima década, dominado por riscos ambientais e tecnológicos.
Alison Martin, CEO de Life, Health and Bank Distribution na Zurich, afirmou: “Os líderes empresariais nas principais economias estão profundamente preocupados com previdência e saúde pública. Essas lacunas ameaçam tanto o bem-estar da força de trabalho quanto a estabilidade social. No entanto, é surpreendente que riscos sociais — como o declínio da saúde, falta de infraestrutura pública e proteção social — quase não apareçam na perspectiva de 10 anos, embora seus efeitos já estejam remodelando nosso mundo. Se não agirmos com urgência e colaboração, corremos o risco de ignorar ameaças que podem definir nosso futuro.”
De acordo com o relatório, os avanços em IA e computação quântica terão impacto significativo sobre mercados de trabalho, estruturas sociais, infraestrutura e geopolítica, podendo ampliar desigualdades econômicas globais. A infraestrutura crítica — vulnerável a ameaças que vão desde cortes em cabos submarinos até falhas em satélites — exigirá investimentos substanciais para modernização.
Peter Giger, Diretor de Riscos do Grupo Zurich, acrescentou: “Apesar de o clima extremo, os ciberataques e os conflitos geopolíticos representarem ameaças crescentes, as interrupções na infraestrutura crítica aparecem apenas na 23ª posição entre os riscos globais para a próxima década. Essa lacuna é extremamente preocupante. De redes elétricas sobrecarregadas pelo calor recorde a cidades costeiras ameaçadas pelo aumento do nível do mar, dependemos de sistemas pouco preparados e subfinanciados. Quando a infraestrutura falha, todo o sistema fica vulnerável. Precisamos reconhecer o quanto essas ameaças são interconectadas e investir agora para fortalecer a resiliência antes da próxima crise.”
“Os avanços em IA e computação quântica estão remodelando rapidamente mercados de trabalho e a geopolítica, com implicações profundas para emprego, estabilidade social e dinâmica do poder global. À medida que automação e avanços quânticos se aceleram, governos e empresas devem trabalhar juntos para enfrentar desafios como redundância de funções, concentração econômica e possíveis interrupções sistêmicas na infraestrutura crítica e na confiança digital”, conclui Andrew George.




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